17/08/2018 13:30:00224 exibições

NOTA DE ESCLARECIMENTO

SECOM/BG

Prefeitura Municipal de Barra do Garças - Mato Grosso

A Vigilância em Saúde e Vigilância Ambiental, juntamente com a Secretária Municipal de Saúde de Barra do Garças-MT, esclarece quanto às atividades efetuadas contra Leishmaniose.

Ressaltamos que essa é mais uma ação de educação em saúde que a equipe de Vigilância Ambiental vem executando no município, com intuito de alerta e conhecimento da população com relação à doença.

Os vetores (transmissores) da leishmaniose são insetos denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como mosquito palha, através da picada dos vetores (mosquito).

Uma das formas clínicas de Leishmaniose é a Leishmaniose Tegumentar Americana, é uma doença infecciosa, não contagiosa, que acomete pele e mucosas. Primariamente pode afetar outros animais que não
o ser humano, o qual pode ser envolvido secundariamente. A transmissão ocorre em área de vegetação primária e é fundamentalmente uma zoonose de animais silvestres, que pode acometer o ser humano quando este entra em
contato com o ambiente silvestre. No ambiente ocupacional e de lazer a transmissão está associada à exploração desordenada da floresta e derrubada de matas para construção de estradas, desenvolvimento de atividades
agropecuárias e ecoturismo.

A Leishmaniose Visceral é uma doença de características clínicas e evolução grave, o diagnóstico deve ser feito de forma precisa e o mais precocemente possível.

*Principais sinais e sintomas da Leishmaniose como demonstra o folder em anexo.

A forma canina tem precedido a ocorrência de casos humanos e a infecção em cães tem sido mais prevalente do que no homem, sendo o cão a principal fonte de infecção e NÃO de transmissão.

A doença no cão é de evolução lenta e início insidioso. A leishmaniose visceral canina é uma doença sistêmica severa cuja manifestação clínica depende do tipo de resposta imunológica do animal.

A leishmaniose visceral canina (LVC) apresenta lesões cutâneas, principalmente descamação, em particular no focinho e orelha. Nas fases mais adiantadas da doença, observa-se, com grande frequência, aumento do baço,
perda de pêlo (alopecia), dermatites, coriza, apatia, diarréia, hemorragia intestinal, edema de patas, vômito.

O diagnóstico laboratorial da doença canina é semelhante ao realizado na doença humana, podendo ser baseado no exame parasitológico ou sorológico.

O tratamento de cães NÃO é uma medida recomendada, pois não diminui a importância do cão como reservatório do parasito, podendo continuar a infectar o mosquito e levam ao risco de selecionar parasitos resistentes às
drogas utilizadas para o tratamento humano.

Medidas de proteção podem ser adotadas. Individual: uso de mosquiteiro com malha fina, telagem de portas e janelas, uso de repelentes, não se expor nos horários de atividade do vetor (crepúsculo e noite) em
ambientes onde este habitualmente pode ser encontrado, manejo ambiental, através da limpeza de quintais, terrenos e praças públicas, que propiciem o estabelecimento de criadouros do vetor. Limpeza urbana, eliminação dos
resíduos sólidos orgânicos e destino adequado dos mesmos, eliminação de fonte de umidade, não permanência de animais domésticos dentro de casa, entre outras, certamente contribuirão para evitar ou reduzir a proliferação do
vetor.

A Eutanásia de cães é prática estabelecida como controle de reservatório, sendo efetuada nos casos COMPROVADOS, por exames laboratoriais, de cães com leishmaniose visceral, conforme normativas
estabelecidas pelo Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina Veterinária.
*Fonte: Manual de Vigilância e Controle da Leishmaniose Visceral/MS – Brasília 2014

Obs: em caso de suspeita de Leishmaniose canina entrar em contato com: Agentes de Endemias, Vigilância Ambiental municipal (no antigo CECAP) ou pelo telefone 3401 - 3623 ramal 23.

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